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O nível de exigência estética se eleva a cada dia no mercado de trabalho, pois além da demanda de novos rostos aparecendo a todo o momento, existe também um movimento mundial em prol de uma vida saudável, e isto se reflete no rosto e no corpo das pessoas. Daí o fato de homens e mulheres que não cuidam do visual estarem automaticamente preteridos quando o concorrente tem o perfil oposto. Segundo a vice-presidente da Catho Consultoria, Silvana Case, a aparência desleixada e forma física descuidada levam o em pregador a associar esse aspecto ao cotidiano profissional do funcionário. Não importa ter 45 ou 50 anos. O que não pode é ter essa idade e aparentar mais”, diz. A preocupação com a aparência aparece numa pesquisa da Catho como importante para 99% dos executivos. O dermatologista rio-pretense José Roberto Antonio, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e professor de Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Rio Preto, justifica o fato do homem moderno cultuar intensamente a prevenção do envelhecimento e a preservação da beleza. “Além dos recursos oferecidos pela medicina moderna, há a necessidade de demonstrar vitalidade física e mental, em função da preferência que, na esfera profissional, se dá às pessoas mais saudáveis e atraentes. Deste modo, podemos estabelecer a seguinte relação: a beleza depende da saúde e a prevenção do envelhecimento envolve a manutenção de ambos”, observa.
Felizmente, o que não faltam são opções de tratamento embelezador, uma vez que aumenta a expectativa de vida e, com ela, o medo do envelhecimento se torna mais forte. “Se por um lado as empresas não querem saber de gente com ar envelhecido, por outro ninguém quer ser chamado de velho”, diz o médico. Sem falar que a exigência de saúde e beleza tem a vantagem de estar associada a práticas saudáveis e de auto-estima, o que prolonga ainda mais a expectativa de vida. Além disso, existem os fatores psicológicos. O médico explica que à medida que uma pessoa envelhece, suas probabilidades de morrer aumentam. “A formação da consciência corporal, a identidade e a aparência pessoal geram pensamentos que, conforme o grau de satisfação ou insatisfação, têm o poder de modificar o processo de envelhecimento, positiva ou negativamente”, analisa. É assim que podem atuar o estresse, as tristezas, as angústias e a falta de amor levando as pessoas a padrões mentais destrutivos e a terem um comportamento negativo. Porém, quando os padrões mentais são construtivos, as pessoas são motivadas a ter um comportamento engrandecedor. Para o psicólogo rio-pretense Sérgio Eduardo Serrano, é imprescindível que o cuidado com a parte estética não esteja dissociado do aspecto psicológico. Em qualquer momento da vida é preciso ter consciência daquilo que se busca externamente, e é preciso estar em consonância com os anseios interiores “Saber o que motiva a melhoria na aparência faz com que se alcance o objetivo de maneira realista, sem idealizações que podem resultar em frustrações”, diz o psicólogo. É comum as empresas buscarem no profissional, além da boa aparência, a inteligência emocional desenvolvida. Mas nem uma coisa nem outra vai estar completa se as relações afetivas, sejam elas familiares ou sociais, não estiverem equilibradas. “Quando o homem tem um grau de afetividade elevado, certamente sabe se comunicar e se expressar melhor, e isto é muito importante na hora de buscar um emprego. |
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