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Minerais:
novos herois da dieta
Eles são importantíssimos para o corpo
não há dúvidas nem novidade nisso. A notícia é que, de uns anos
para cá, os minerais viraram os deuses da saúde no pódio dos
especialistas. Eles, que sempre viveram à sombra das vitaminas, depois da
consagração da medicina ortomolecular — aquela que aposta tudo na
turma dos micronutrientes (vitaminas, aminoácidos e minerais) para
estabelecer o equilíbrio bioquímico das células —, subiram na vida.
Hoje, são reconhecidos como básicos para evitar a perda de vitalidade, o
envelhecimento precoce, o aparecimento de doenças e o excesso de peso.
Sim, os minerais também ajudam a combater as gordurinhas extras. Como
eles fazem isso é o que você vai descobrir agora.
Assim como as vitaminas, os minerais
são substâncias orgânicas que participam de várias funções no nosso
corpo. Uma delas é regular o metabolismo. “Os problemas metabólicos
podem ser uma das causas do excesso de peso”, explica Sylvana Braga,
reumatologista do Hospital das Clínicas de São Paulo com
especialização em medicina ortomolecular. “Para que se possa fazer
essa correção, favorecendo o efeito da dieta, a presença dos minerais
é imprescindível”, completa. Isso significa que, independentemente de
você se exercitar e ter uma alimentação saudável, quando faltam
determinados minerais o metabolismo fica mais lento.
Os heróis que mais trabalham para a
retomada do ritmo certo são o cromo, o selênio, o magnésio, o
potássio, o zinco e o vanádio. Eles também participam da digestão dos
carboidratos, das proteínas e das gorduras. “Sem eles, o hormônio
insulina também não consegue agir direito, o que complica o transporte
do açúcar para dentro das células”, diz a nutricionista Lisnia de
Paula Marinelle, de São Paulo. Ou seja, o açúcar que sobra circulando
no organismo é transformado em gordura e armazenado, como todo excesso,
onde a gente menos deseja: nas coxas, nos culotes e na barriga.
Outro vilão do corpo enxuto são os
metais tóxicos. Quando transitam pelo organismo além da dose
suportável, eles também contribuem para somar pontos na balança. O
chumbo, por exemplo, deixa o metabolismo lento e causa depressão. E
depressão, já viu, faz até a garota mais controlada do mundo comer
mais, principalmente carboidratos. Os minerais têm o poder de se ligar a
essas substâncias malignas e expulsá-las do organismo pela urina.
Mas, alto lá: nada de partir para uma
megadose, deixando por conta dos minerais a tarefa de secar esse corpinho.
Sozinhos, eles não emagrecem ninguém. “A perda e a manutenção do
peso dependem de uma série de fatores, como mudar os hábitos
alimentares, moderar nas porções e fazer exercícios”, ressalta
Lisnia. Portanto, atenção: encare os minerais como coadjuvantes no
projeto corpo magro. Se você gostou da idéia e ficou tentada a partir
para um programa de automedicação, cuidado: em excesso, os minerais
podem até fazer mal (veja na página ao lado qual é a dose certa). O
melhor caminho, aliás, é arquitetar cardápios que já contenham a sua
cota de minerais suplementação, só com a bênção do seu médico. E
onde é que os minerais moram? As fontes são mais restritas que as das
vitaminas, mas uma dieta variada consegue fornecer a quantidade
necessária. O mapa da mina você vai ver a seguir.
Cuidado com a
overdose
Excesso de comida industrializada, stress e poluição podem prejudicar o
fornecimento e a absorção dos minerais. É por isso que alguns médicos,
especialmente os que seguem a linha ortomolecular, defendem a necessidade
de suplementação. Mas fique esperta: qualquer nutriente ingerido acima
das necessidades recomendadas se torna um medicamento. Isso quer dizer que
as pílulas concentradas em minerais não devem ser consumidas sem a
prescrição e o acompanhamento médico. Se a carência é ruim, o excesso
não fica atrás. “Doses altas de um determinado mineral pode ser
tóxico ao organismo, causando vários efeitos colaterais, como náusea,
tontura e dores abdominais”, alerta Lisnia. Só um mineralograma, feito
a partir da análise do fio de cabelo ou do sangue, pode apontar a
necessidade de reposição dessas substâncias. “Se a deficiência for
grave, difícil de ser corrigida apenas com mudanças na alimentação, os
suplementos são prescritos temporariamente”, diz Sylvana Braga.
Põe
no prato
Os minerais amigos da balança estão abaixo, seguidos das suas principais
fontes. Só não vale exagerar na quantidade — junto com os
micronutrientes vêm as calorias, bastante altas em algumas opções. O
segredo é variar ao máximo as suas escolhas, além de seguir as
quantidades sugeridas pela médica ortomolecular Sylvana Braga.
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cromo
O cromo participa da digestão dos carboidratos e das gorduras,
evitando estoques na região do abdômen. Esse mineral estimula o
organismo a produzir uma quantidade maior de serotonina (substância
responsável pela sensação de bem-estar), deixando você mais
resistente aos doces e a outros carboidratos. Gravidez, stress e o
consumo excessivo de açúcar refinado diminuem os níveis desse
mineral no organismo.
Necessidade diária para uma mulher adulta saudável: cerca de 200
microgramas.
Principal fonte: aveia em flocos (2 colheres de sopa).
Outras opções: 3 amêndoas, 2 avelãs, 1 castanha-do-pará, 1 figo
seco, 1 fatia de pão integral, 6 mariscos, 1 bife pequeno de fígado,
2 colheres (sopa) de lula, 1 fatia fina de queijo branco. |
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magnésio
Também atua no metabolismo dos carboidratos, das proteínas e das
gorduras, além de ser fundamental na conversão de um aminoácido, o
triptofano, em serotonina, evitando ataques a beliscos. O consumo
excessivo de açúcar branco tende a reduzir os níveis de magnésio
no sangue.
Necessidade diária para uma mulher adulta saudável: cerca de 750
miligramas.
Principal fonte: castanha de caju (1 colher de sopa).
Outras opções: 2 colheres (sopa) de lula, 1 prato (sobremesa) de
marisco, 1 fatia média de tofu, 1 copo (200 ml) de leite de soja, 1
colher (sopa) de cebola, 1 filé pequeno de peito de frango, 1 colher
(sopa) de gérmen de trigo, 1 prato (sobremesa) de espinafre, 1 prato
(sobremesa) de folhas verdes, 1 fatia de pão integral, 1 filé
pequeno de linguado. |
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selênio
Esse mineral participa da síntese do iodo, que, por
sua vez, é responsável pela produção do T4 (tirosina) e T3
(triiodotironina) hormônios da tireóide que regulam o ganho e a
perda de peso. O selênio ainda melhora o funcionamento das papilas
gustativas, aguçando o paladar. Isso ajuda você a sentir melhor o
gosto do doce e portanto aplacar a necessidade de mais e mais açúcar,
diminuindo as calorias diárias.
Necessidade diária para uma mulher adulta saudável: cerca de 200
microgramas.
Principal fonte: castanha-do-pará (2 unidades).
Outras opções: 1 ostra, 2 colheres (sopa) de lula, 6 camarões, 2
colheres (sobremesa) de farelo de trigo, 1 colher (sopa) de
champignon. |
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vanádio
Ajuda na digestão da gordura, na absorção do cálcio e no
metabolismo da insulina. A carência causa um desequilíbrio nos níveis
de açúcar no sangue, aumentando a produção de insulina e os
estoques de gordura. Ansiedade e depressão tendem a diminuir a
concentração de vanádio no organismo.
Necessidade diária para uma mulher adulta saudável: cerca de 200
microgramas.
Principal fonte: ervilha (1 colher de sopa).
Outras opções: 1 ostra, 1 colher (sopa) de salsa, 1 fatia de pão
integral, 1 gema, 1 colher (chá) de pimenta vermelha. |
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zinco
Ele tem papel regulador na ação da insulina, evitando o acúmulo de
gordura abdominal. Também ajuda a manter o equilíbrio na produção
dos hormônios da tireóide e contribui para a digestão das gorduras.
O zinco é, ainda, capaz de melhorar o paladar, reduzindo o consumo de
alimentos muito doces ou salgados.
Necessidade diária para uma mulher adulta saudável: cerca de 10
miligramas.
Principal fonte: ostra (1 unidade).
Outras opções: 1 caranguejo, 2 colheres (sopa) de lula, 1 fatia
pequena de pão de centeio, 2 colheres (sopa) de massa integral, 4
metades de nozes, 1 colher (sopa) de pistache, 3 amêndoas. |
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potássio
É essencial em muitas funções do organismo. Participa da síntese
da proteína, por exemplo: se a proteína não é bem digerida, acaba
virando estoque de gordura. Sua carência provoca retenção de líquido.
O uso de diuréticos pode ocasionar perda de potássio. É um dos
minerais mais facilmente encontrados nos alimentos.
Necessidade diária para uma mulher adulta saudável: cerca de 600
microgramas.
Principal fonte: limão (1 unidade).
Outras opções: 1 copo (200 ml) de água-de-coco, 1 laranja, 1 colher
(sopa) de amendoim, 1 banana-prata ou maçã, 1 colher (sopa) abacate,
1 prato (sobremesa) de espinafre, 3 buquês de couve-flor, 2 colheres
(sopa) de feijão, 1 colher (sopa) de cebola, 1 colher (sopa) de uva
passa, 1 copo (200 ml) de leite desnatado, 1/2 batata média. |
Fonte: Revista
Boa Forma (Ed. Fev/2005)
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